Outras homenagens
A Caixa Econômica Federal, em janeiro de 2000, realizou em sua memória, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), no Recife, a exposição Acervo Caixa.
No dia 27 de fevereiro de 2000, na Bonakdar Jancou Gallery, em Nova York, foi realizada homenagem em sua memória. Na ocasião, Paulo Herkenhoff, curador do MoMA, destacou Marcantonio como a voz mais autorizada do mercado de arte da América Latina.
Durante o Congresso Brasil-Portugal Ano 2000, na cidade do Porto, o ministro da Cultura de Portugal, Manoel Carrilho, realizou, na presença de cerca de cem escritores de língua portuguesa, homenagem à memória de Marcantonio. O poeta e acadêmico Carlos Nejar, orador oficial, destacou a relevância do seu papel na divulgação de artistas plásticos dos dois países.
Lygia Fagundes Telles, discursando na Academia Brasileira de Letras, em honra a Marcantonio, compôs na hora os versos intitulados Confissão.
Em Pernambuco, a Assembléia Legislativa, por proposta da deputada Tereza Duere, aprovou em 5 de março de 2000, voto de profundo pesar pelo prematuro desaparecimento do marchand.
O Senado Federal enviou aos familiares de Marcantonio, voto de profundo pesar. Em tom de emoção diversos senadores lamentaram a sua morte.
A revisa Casa Vogue, em edição especial destinada a homenagear os arquitetos do ano 2000, dedicou a ele reportagem de cinco páginas intitulada Formador de Consciência. A reportagem foi assinada por Márcia Fortes.
No carnaval de 2000, o camarote de Tatiana e Paulo Ségio Macedo, decorado com inspiração nos 500 anos do Brasil, recebeu tarjas pretas nos adereços em reverência à memória de Marcantonio Vilaça, que adorava o Galo da Madrugada e não perdia o desfile. No carnaval de 2001, Taciana e José Mendonça desfilaram usando camisetas com a foto do galerista e a frase Tom no Galo. Em 2003, nova homenagem: o grupo que saía liderado por Marcantonio usou a clássica fantasia de palhaço, com a legenda Tom no Galo.
A Editora Cosac e Naify, no ano de 2001, lançou, em sua homenagem, o livro Marcantonio Vilaça. A obra traz fotos da coleção e da vida do galerista. São 336 páginas compostas por reproduções de tela, instalações, esculturas e fotografias que levam assinatura de nomes como Cildo Meireles, Amilcar de Castro, Rosângela Rennó, Leda Catunda e outros. O livro traz, ainda, depoimentos de seus pais, Marcos Vilaça e Maria do Carmo Vilaça e textos assinados por Paulo Herkenhoff, Angélica de Moraes, Alexandre Melo e Dan Cameron.
Galeristas da Europa, América, China e Japão, num total de 150, abriram no dia 5 de janeiro de 2002, a feira Art Miami 2002, no Centro de Convenções de Miami. Na entrada da sala destinada ao projeto Brazil: Popular Art, uma frase em homenagem a Marcantonio Vilaça.
Em abril de 2001, foi inaugurada no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, a exposição Espelho Cego – Seleções de uma coleção contemporânea, com curadoria de Márcia Fortes. A exposição, em homenagem a Marcantonio, trouxe para o público 144 obras de seu acervo particular. A mostra viajou para São Paulo, Brasília, Bahia e finalizou no Recife.
Em setembro de 2002, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), entidade da qual Marcantonio era conselheiro, reuniu o mundo artístico da capital paulista para registrar os 40 anos de Marcantonio, que teriam sido completados em 30 de agosto. Em sua memória, a família Vilaça ofereceu ao museu uma obra de Ligia Pape.
Uma escultura do artista mineiro Amilcar de Castro foi doada ao Recife pelo editor Charles Cosac. A escultura com cerca de três toneladas, encontra-se hoje instalada entre uma área de mangue e a Avenida Domingos Ferreira, no Pina, em Recife.
O escultor Marcelo Silveira fez, em homenagem a Marcantonio, escultura em aço para a Praça Marcantonio Vilaça, no bairro de Boa Viagem. Por sugestão do pai, Marcos Vilaça, a obra traz trecho do poema de Fernando Pessoa: “Que da obra ousada é minha a parte feita/ O por fazer é só com Deus.”.
A proprietária da Direct TV, Patrícia Cisneros, grande colecionadora de arte adquiriu uma obra de Lygia Pape. Em homenagem à memória de Marcantonio, doou-a ao MoMa, de Nova York.
O apartamento de Marcantonio, situado na Avenida São Luís, no Centro de São Paulo, foi comprado pelos colecionadores José Olympio e Andréa Pereira.
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, em sessão realizada no dia 24 de setembro de 2003, aprovou a Resolução nº 006/2003, que denominou de Exposição Cultural Marcantonio Vilaça, a mostra de trabalhos artísticos promovida pelo Sindicato dos servidores do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (Sindicontas).
O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP0, em agosto de 2003, editou livro comemorativo e realizou exposição com obras de artistas contemporâneos que foram oferecidas em comodato pelo marchand àquela instituição.
Sancionada pelo Presidente da República e publicado no Diário Oficial da União, a lei N° 11.125, de 20 de junhode 2005, cria no âmbito do Ministério da Cultura o Prêmio de Artes Plásticas Marcantônio Vilaça e dá outras providências.
A CNI/Sesi criou o Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, em 2003.
O Instituto Cultural Bandepe homenageia Marcantonio Vilaça com a inauguração de uma galeria de arte com o seu nome, em 28 de novembro de 2003.